sábado, 11 de agosto de 2012

Omar e Abdul


Há uma lenda antiga que expõe ao ridículo os inacreditáveis níveis de ódio e inveja que atingem o coração dos homens. Homens que desprezam o maior tesouro que existe, isto é, o amor de Deus, para invejar coisas passageiras, como os bens materiais.

No infindável deserto do Cazaquistão, dois miseráveis, Omar e Abdul, caminhavam lado a lado, à procura de um oásis onde pudessem se refugiar do calor fustigante e matar a sede que os afligia. Os dois haviam sido muito ricos. Eram negociantes estabelecidos no ramo de venda de tapetes.

Ganharam muito dinheiro, e porque tinham seus bazares um defronte do outro, numa das principais ruas da cidade de Pertião, tornaram-se terríveis rivais. Viviam a se acusar e denunciar as falcatruas um do outro, e ainda que fossem primos, a rivalidade que havia entre eles era maior que qualquer vínculo sanguíneo.

No desejo de juntar mais dinheiro, os dois faziam qualquer negócio. Falsificavam mercadorias, exorbitavam nos preços, enganavam no troco e sonegavam os impostos, além de roubarem os empregados. Passavam o dia à frente das suas lojas, sentados em pequeninos bancos, um defronte do outro.

Vez por outra cruzavam os olhares, quando o tráfego da rua permitia, para desviar logo em seguida, como se nem notassem a existência um do outro.
Tudo mentira! Na verdade vigiavam cada cliente que entrava nos bazares.

Se algum deles saísse carregado com muitos produtos, o que significava um bom negócio, o concorrente se doía de inveja, enquanto o que tinha feito o negócio voltava à porta do bazar para exibir seu sorriso, alisando lentamente a vasta barriga.

Era tanta a inveja entre os dois que cada um deles enviou uma carta aos fiscais do rei, denunciando as irregularidades do outro. Ambos foram condenados. Por ironia do destino, na noite em que fugiram, antes que fossem parar na cadeia, encontraram-se na mesma estrada, sofrendo juntos a aridez do deserto.

A cada passo que davam, discutiam, se acusavam, lembravam-se da riqueza que haviam deixado para trás. Lamentavam-se e reconheciam a estupidez que haviam feito. Punham-se a andar novamente, e mais à frente lá estavam a se digladiar outra vez.

Após muitas horas, quando a tarde caía, anunciando em ventos o frio que assola todas as noites o deserto, os dois miseráveis, que tinham perdido tudo na vida, com exceção dos maus sentimentos, já exaustos, choraram em alta voz e clamaram a Deus por socorro.

Foi então que um anjo lhes apareceu e iluminou tudo ao redor com a luz de seu rosto e disse: Omar e Abdul, vim para salvá-los. Peçam o que quiserem e vos será concedido!

Ao ouvirem isso, os dois explodiram de alegria. Imagine os palácios, servos e servas, reinos, fortunas, comércios, tapetes, propriedades e principalmente escapar daquele deserto sem fim. Tudo era como um sonho!

- Lembrem-se de que vocês destruíram a si próprios. Agora lhes dou a chance de recuperar suas vidas e famílias. Porém, terão de aprender o segundo mandamento da Lei de Deus: o amor ao próximo!

Um de vocês fará o pedido do que mais anseia o seu coração. Podem pedir o que de melhor existe no mundo, que concederei. Então, ao seguinte darei em dobro, para que o desejo de um venha a abençoar ainda mais o outro - finalizou o anjo.

- Abdul! Pensa com cuidado em todas as maravilhas que teus olhos já viram, nos lugares que passastes e nos livros que lestes, e não te esqueças de pedi-las todas - gritou Omar.

- Amigo este conselho que me dás é para ti mesmo! Jamais pedirei às maravilhas que desejo, pois sei que as receberás em dobro!
 Começou a briga outra vez. Muito pior que antes! Em minutos estavam a rolar pelo chão, um tentando forçar o outro a fazer o primeiro pedido.

- Pede miserável! Pede ou te arrebento de pancada! - gritava um.
- Nunca! Você é quem vai pedir, nem que eu tenha de te matar, desgraçado! - respondia o outro.

Então o mais forte, Omar, prevalecendo na luta, apertava o pescoço do outro até que ele, já não resistindo mais, gritou o seguinte pedido: Peço que me seja concedido o desejo de ficar cego de um olho!
Ao que se seguiu o grito desesperado: Maldito! Onde estás desgraçado, que não te vejo mais?

Veja como o amor ao dinheiro é mesmo a raiz de todos os males e, a inveja que isso causa não tem limites. Parece que para aquele que ama o dinheiro não basta apenas ser rico, mas é preciso também que os outros sejam pobres e lhe invejem.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O ganso Didi


No tempo em que o continente africano era habitado apenas por duas tribos, houve um grave problema na floresta de Gana. Um terrível incêndio começou a se levantar no horizonte, e suas chamas, espalhadas pelo vento, foram formando um círculo, que precisava ser abandonado antes que se fechasse e levasse à morte todos os que estivessem dentro dele.

A bicharada nunca havia enfrentado uma situação de perigo como esta. O pior é que os animais eram desunidos e egoístas. Corriam para um lado e para o outro, de maneira desordenada, procurando se defender, e se bobeassem o maior pisoteava o menor.

Cheios de dúvidas, logo voltavam atrás e assim promoviam, com relinchos, rugidos e urros, toda aquela desesperada balbúrdia. Instaurou-se então o caos na floresta. Do jeito que a coisa ia, poucos se salvariam. Claro que precisavam de alguém com uma ampla visão da situação, que lhes guiasse com segurança pelo melhor caminho. 

Unidos e um ajudando ao outro, teriam melhores chances de escapar daquele horrendo incêndio. Quando estavam exaustos, e muitos choravam achegados a seus filhotes, vieram parar no alto de um monte, aonde a fumaça vinha de todos os lados. Parecia que o círculo já tinha se fechado. Era só esperar o fogo chegar para morrerem todos.

Foi neste instante de angústia que, olhando para o alto, viram o voo de um bando de gansos liderados por Didi. Ele ia à frente daquela formação em "V", lutando contra a dificuldade do ar aquecido pelo fogo e, portanto, com pouca sustentação para o voo. Incentivado pelos gritos de seus companheiros que vinham atrás, Didi batia suas asas cada vez mais forte, guiando-os para fora daquele círculo mortal.

Didi sabia que o ganso que vai à frente não está lá para se exibir vaidosamente. Pelo contrário, tem uma grande responsabilidade, pois o movimento de ar que provoca na formação em "V" da esquadra, ao bater suas asas com empenho e força, facilita em setenta por cento o voo dos demais. Assim ia ele, com toda a coragem, vencendo a barreira de fumaça e de calor, conduzindo os demais ao caminho da salvação!

Que lição maravilhosa para aquele momento de desespero. Aquele "V" voando no céu era na verdade o "V" de vitória, e era também como a seta de uma bússola a apontar o caminho da saída. Imediatamente os animais aprenderam a lição e nomearam a girafa para guiá-los. A ela caberia o dever de manter os olhos na esquadra de gansos do Didi, e todos os demais iriam segui-la.

Assim encontraram a única saída disponível e salvaram-se todos. Mais que isso: aprenderam uma grande lição. A união em torno de seu líder é na verdade o segredo de um voo seguro, onde os que vêm atrás se aproveitam do esforço do que vai à frente. Não foi assim que o Senhor Jesus nos ensinou? Que aquele que é o primeiro sirva os demais?
Só os cegos, pela vaidade ou orgulho, não entendem e preferem voar só.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A viagem da Humildade


Conta-se que a Humildade resolveu fazer uma viagem, para abençoar o povo que vivia em uma terra distante e muito pobre. Não havia entre aquela gente ninguém abençoado; o povo vivia na mais completa miséria, sem rei e sem rainha.

O caminho para aquela cidade era bastante longo e árduo, cheio de pedras e, ainda por cima, havia um rio muito caudaloso para atravessar. Por isso, a Humildade procurou um barco para transportá-la.

O primeiro barco que encontrou era bonito e grande. Não ficava a dever aos mais famosos iates dos quais se tem notícia, e que navegam, como se costuma dizer, “pelos sete mares”. Tinha imensas velas, suas ferragens eram cobertas de ouro e a madeira do seu casco era a mais nobre que havia.

Assim que a Humildade lhe pediu ajuda, o barco se dispôs a colaborar, porém o pagamento que exigiu foi altíssimo: queria que a Humildade lhe desse glória e admiração, por sua beleza e força. Ela não tinha como pagar o preço desejado por aquele barco e, assim, outro passageiro o alugou e partiu com ele em viagem.

A Humildade então achou outra embarcação. Era também muito bela, pronta para cruzar aquelas águas, pois tinha um motor de grande potência. Queria, porém, um pagamento em ouro e prata, cujo valor era incontável. Enquanto a Humildade se espantava com o preço, outro passageiro apressado lançou sobre o seu convés um baú cheio de ouro, e lá se foram a navegar pelas águas.

O terceiro barco que a Humildade encontrou não era lá tão formoso quanto o primeiro, nem tinha a força do segundo. Entretanto, quando soube da importância de sua missão, transformar a vida dos miseráveis, o barquinho começou a se mover e, todo alegre, levou-a para a outra margem do rio, vencendo a distância e a força da correnteza.

Do outro lado, o povo esperava a chegada da Humildade para abençoá-lo. Quando os barcos chegaram, a maioria correu para o primeiro, atraída por sua beleza. O passageiro que encontraram lá, no entanto, era o Orgulho, e quem o recebeu acabou amaldiçoado.

Outro grande grupo correu para o segundo barco, atraído pelo barulho daquele motor forte e pelo ouro que reluzia no seu convés. O passageiro que estava lá, triste desilusão, era o Amor ao Dinheiro e, assim, quem para lá correu se tornou ainda mais miserável.

Somente algumas poucas pessoas viram no terceiro barquinho algo mais forte que a beleza do primeiro e a força do segundo. Correram ao seu encontro e, que maravilha, encontraram a Humildade e se tornaram muito felizes. Foram todas honradas.

A maior virtude ensinada pelas Sagradas Escrituras é a humildade; ela sempre precede a honra. O Senhor Jesus nos garantiu que aquele que se humilha a si mesmo herdará o Reino de Deus e será exaltado.

Israel esperou vários reis e ainda espera o Messias. O Senhor Jesus, nosso Salvador, veio montado em um jumentinho. Ele era o Rei que oferecia a outra face aos Seus inimigos, atendia aos pobres, comia com os pecadores e não lutou pela glória deste mundo.

Os judeus esperavam um Rei que lutasse contra o domínio romano e lhes devolvesse a glória dos tempos de Davi. Por isso não O aceitaram. O Senhor Jesus é a Humildade; nós, cristãos, somos os barquinhos. Se O levarmos às pessoas, os que sofrem serão abençoados.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O rei que se condenou à morte


Havia um rei cujo exército estava em guerra. A luta era contra os povos que tentavam invadir suas terras. Aquele rei, que tinha sido um excelente soldado no passado, agora um tanto cansado permanecia no palácio, recebendo notícias da frente de batalha através de seus mensageiros. Não que fosse um homem velho, porque isso ele não era, mas pensava que depois de tantas conquistas merecia permanecer em seus aposentos.

Como era o rei, a ninguém mais cabia qualquer opinião. Foi então que num belo dia, enquanto passeava no terraço de seu palácio, avistou por cima do muro uma mulher que se banhava em sua casa. Impressionado com sua beleza, o rei logo tratou de trazê-la à sua presença. Ao conversar com ela, soube que se tratava da esposa de um dos seus mais valorosos soldados, o qual se encontrava, juntamente com o restante do exército, no campo de batalha.

Aproveitando-se da situação e crendo que ninguém descobriria sua trama, o rei tomou aquela mulher como sua e a obrigou a dormir aquela noite com ele no palácio. No dia seguinte, o rei a despediu bem cedo, procurando esquecer o fato. Recomendou que ela guardasse segredo e que voltasse para sua casa, como se nada tivesse acontecido. Alguns meses depois, tudo parecia estar em ordem. O rei já nem se lembrava mais daquela noite.

Um dia, a mulher retornou ao palácio. Aflita, desejava uma audiência particular com sua majestade. Alegava que o assunto era muito grave. O soberano a recebeu em particular. Assim que ela entrou, revelou que estava grávida. Foi como se o céu desabasse sobre a cabeça do rei!
E agora, como seria quando o marido voltasse da guerra, e encontrasse sua mulher grávida? Certamente a levaria à corte e, de acordo com as leis, ela seria declarada adúltera e punida com a morte!

Como salvá-la e também a criança, sem revelar o pecado que havia cometido? O rei estava aflito, sem poder se consultar com qualquer um de seus súditos! Foi então que ele teve uma ideia para encobrir o problema. Por que não chamar o soldado urgentemente e dar-lhe alguns dias de folga? Vindo para casa, naturalmente possuiria sua esposa, e, quando voltasse da guerra e a encontrasse grávida, pensaria que a fecundara no dia de sua folga.

Assim, o soldado foi, por ordem real, trazido ao palácio. Após ter tido a honra de jantar com o rei, recebeu ordem para que aproveitasse sua folga em casa, com a esposa. Ao se despedir do soldado, o rei tinha a certeza de que tudo estava resolvido. Na manhã seguinte, porém, teve uma grande surpresa. Sua majestade encontrou o fiel soldado dormindo à porta do palácio.

- O que é isso, homem?
Não te trouxe eu de volta da guerra para que tivesses a recompensa de estar em tua casa, com tua mulher?
Que fazes deitado à porta de meu palácio? - disse o rei, indignado.

- Majestade, sinto-me honrado por tudo quanto Vossa Excelência me proporcionou. Ocorre, porém, que ontem à noite, quando deixava o palácio, senti-me imensamente pesaroso pelo fato de estar indo ao encontro da mulher que amo, enquanto meus companheiros dormiam ao relento da noite, acampados pelas colinas, a lutar pela paz de nosso país.
Decidi, portanto, dormir à porta do palácio, a fim de que de alguma forma, ao sentir o vento da noite, pudesse compartilhar a dor de meus companheiros - respondeu o soldado.

O rei se sentiu envergonhado. O que dizer a tão nobre guerreiro?
Mais do que nunca passou a temê-lo. Não podendo quebrar sua fidelidade para com seus companheiros de guerra, ele o enviou de volta à frente de combate. Antes de partir, porém, o rei deu-lhe uma carta lacrada, para ser entregue ao comandante do exército. Sem saber, o soldado levou sua sentença de morte.

A carta determinava que ele fosse colocado na frente mais cruel da batalha. Lá, veio a morrer em ação. O rei se casou com a viúva. Enfim, tudo resolvido, pensou ele. Passado algum tempo, quando novamente a paz reinava no país, sentado o soberano em seu trono, um profeta trouxe-lhe uma causa curiosa:

- Apenas uma ovelha, uma única ovelha, era tudo o que um dos servos fiéis de vossa majestade possuía. O pobre homem cuidava dela com todo amor, pois era tudo o que tinha na vida. Amava-a como o bem mais precioso que Deus lhe dera. Um dia, um homem rico, dono de vastos rebanhos, tendo recebido visitas em sua casa, não querendo desfazer-se de uma de suas ovelhas, mandou que apanhassem e preparassem a ovelha daquele pobre homem.

Interrompendo, o rei indignado exclamou:
- Que caia sobre mim a punição de Deus se ainda hoje eu não tirar a cabeça de tal homem! Toda corte se calou diante do furor do rei. O homem que cometeu tamanho desatino jamais escaparia com vida. Antes que os soldados saíssem em busca do tal criminoso, o profeta disse ao rei:
- És tu o homem a quem me refiro, ó rei! E com as tuas próprias palavras condenastes a ti mesmo!

O rei que se condenou à morte é nada mais nada menos que o rei Davi. Deus o perdoou, porém a punição de seu erro foi talvez uma das maiores aplicadas na Bíblia. Seu pecado cometido em oculto foi trazido à luz do sol, e aquilo que o rei tanto queria esconder, ainda hoje, aproximadamente quatro mil anos depois, é assunto nesta história.

Disse Jesus: Nada há oculto, que não haja de manifestar-se, nem escondido, que não venha a ser conhecido e revelado. (Lucas 8: 17)

sábado, 4 de agosto de 2012

Um som por um perfume


Um pobre viajante parou ao meio-dia para descansar à sombra de uma frondosa árvore. Ele viera de muito longe e sobrara apenas um pedaço de pão para almoçar. Do outro lado da estrada, havia um quiosque com tentadores pastéis e bolos; o viajante se deliciava sentindo as fragrâncias que flutuavam pelo ar, enquanto mascava seu pedacinho de pão dormido.

Ao se levantar para seguir caminho, o padeiro subitamente saiu correndo do quiosque, atravessou a estrada e agarrou-o pelo colarinho e disse: Espere aí! Você tem que pagar pelos bolos!

- Que é isso? - protestou o espantado viajante.
- Eu nem encostei nos seus bolos!
- Seu ladrão! - berrava o padeiro.
- É perfeitamente óbvio que você aproveitou seu próprio pão dormido bem melhor, só sentindo os cheirinhos deliciosos da minha padaria.

Você não sai daqui enquanto não me pagar pelo que levou. Eu não trabalho à toa não, camarada! Uma multidão se juntou e instou para que levasse o caso ao juiz local, um velho muito sábio.
O juiz ouviu os argumentos, pensou bastante e depois ditou a sentença.

- Você está certo - disse ao padeiro.
- Este viajante saboreou os frutos do seu trabalho. E julgo que o perfume dos seus bolos vale três moedas de ouro.
- Isso é um absurdo! Objetou o viajante.
- Além disso, gastei meu dinheiro todo na viagem. Não tenho mais nem um centavo.

- Ah... - disse o juiz. - Neste caso, vou ajudá-lo.
Tirou três moedas de ouro do próprio bolso, e o padeiro logo avançou para pegar.
- Ainda não - disse o juiz.
- Você diz que esse viajante meramente sentiu o cheiro dos seus bolos, não é?
- É isso mesmo - respondeu o padeiro.

- Mas ele não engoliu nem um pedacinho?
- Já lhe disse que não.
- Nem provou nem um pastel?
- Não!

- Nem encostou nas tortas?
- Não!
- Então, já que ele consumiu apenas o perfume, você será pago apenas com som.
Abra os ouvidos para receber o que você merece. 

O sábio juiz jogou as moedas de uma mão para outra, fazendo-as retinir bem perto das gananciosas orelhas do padeiro.
 - Se ao menos você tivesse a bondade de ajudar esse pobre homem em viagem - disse o juiz - você até ganharia recompensas em ouro, no Céu. 
Mas, visto que você foi ganancioso... receba apenas o som como forma do teu pagamento.

Está escrito: A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda. A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado. (Provérbios 11: 24, 25)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A cruz


Certa vez um homem cheio de fé, fez um pedido a Deus e, como o pedido foi atendido ele prometeu que carregaria uma cruz sobre os ombros até a cidade mais próxima. Então, cheio de fé e gratidão ele fez a sua cruz e iniciou sua jornada.

Aproximadamente na metade de seu trajeto, em um pequeno vilarejo, ele já sem forças e com os ombros quase sangrando, avistou uma pequena fábrica de cruzes e perguntou ao proprietário: O senhor trabalha com troca?

O fabricante sem pensar respondeu: Sim, trabalho.
Ele: Então vou ‘experimentar’ algumas, pois já não estou aguentando o peso da minha...

Passado um bom tempo "experimentando" cruzes e mais cruzes (pois uma era muito grande, outra muito pesada, outra muito pequena...),
Ele grita: Achei! Finalmente encontrei uma cruz na medida certa!
Quanto lhe devo meu nobre amigo?

O fabricante com um pequeno sorriso, suavemente responde: Você não me deve nada meu amigo... Já sendo interrompido por ele, ainda eufórico: Como não devo... o senhor teve trabalho e tenho que remunerá-lo por isso!

O fabricante ainda com o sorriso em seu rosto: Amigo, cada um tem a sua cruz a ser carregada e Deus sabe bem o peso que cada uma deve ter.
Ele respondeu: Não estou lhe entendendo...

O fabricante: É simples: quando você começou a experimentar as cruzes, você deixou de lado a sua em meio à bagunça feita em meu estabelecimento. E você optou por esta cruz que é simplesmente a mesma que entrou apoiada em seus ombros...

Está escrito: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.  Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?

Porque qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier na sua glória e na do Pai e dos santos anjos. (Lucas 9: 23 - 27)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Amor incondicional


Esta história é sobre um soldado que finalmente estava voltando para casa depois de ter lutado no Vietnã. Ele ligou para seus pais em São Francisco e disse: Mãe, pai, eu estou voltando para casa, mas, eu tenho um favor a pedir. Eu tenho um amigo que gostaria de trazer comigo.

- Claro! Nós adoraríamos conhecê-lo!
- Há algo que vocês precisam saber – continuou o filho. Ele foi terrivelmente ferido na luta; pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. Ele não tem nenhum lugar para ir e, por isso, eu quero que ele venha morar conosco.

- Eu sinto muito em ouvir isso filho, nós talvez possamos ajudá-lo a encontrar um lugar para ele morar.
- Não, mamãe e papai, eu quero que ele venha morar conosco.
- Filho, você não sabe o que está pedindo.
- Alguém com tanta dificuldade seria um grande fardo para nós.

Nós temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo de viver. Acho que você deveria voltar para casa e esquecer este rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo. Neste momento o filho bateu o telefone.

Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele. Alguns dias depois, no entanto, eles receberam um telefonema da polícia de São Francisco.
O filho deles havia morrido depois de ter caído de um prédio. A polícia acreditava em suicídio.

Os pais angustiados voaram para São Francisco e foram levados para o necrotério a fim de identificar o corpo do filho. Eles o reconheceram, mas, para o seu horror, descobriram algo que desconheciam: O filho deles tinha apenas um braço e uma perna.

Para muitos é fácil amar aqueles que são bonitos, perfeito, divertidos e cheirosos. Mas se tratando do inverso, já não se pode dizer o mesmo.
Eles simplesmente se esquecem de que o verdadeiro cristianismo é dá sem esperar nada em troca.

Está escrito: Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo?

Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante?

Então, romperá a tua luz como a alva, a tua cura brotará sem detença, a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do Senhor será a tua retaguarda; então, clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás por socorro, e ele dirá: Eis-me aqui. (Isaías 58: 6 - 9)